O objetivo da cirurgia é diminuir o volume ingerido, e não cortar nutrientes. Os primeiros 30 dias após a cirurgia são de dieta liquida, passando para pastosa e em seguida dieta sólida. É necessário uma reeducação alimentar, ou seja, comer com calma, mastigar bem os alimentos e se possível alimentar-se de 4 a 6 vezes por dia.
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terça-feira, 24 de abril de 2018
Como é a dieta após a cirurgia?
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A cirurgia é segura? Qual o risco ?
A verdade é que não existe cirurgia sem risco. A cirurgia da obesidade é de grande porte, mas comporta um risco pequeno. O que se sabe hoje é que as pessoas que permanecem obesas têm muito mais chances de morrer precocemente do que as pessoas que são operadas.
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Quanto tempo após a cirurgia que eu posso voltar a fazer exercícios físicos ?
O comum é recomendar ao paciente que espere por 90 dias nas cirurgias convencionais e 30 dias para os procedimentos por videolaparoscopia. Após este período, o recomeço deve ser lento e gradual. O tipo de exercício, sua duração e intensidade vai depender de sua capacidade prévia a cirurgia de redução. Pacientes que já faziam esportes tem a tendencia de recomeçar mais facilmente. No entanto, mesmo para os mais experientes, recomendamos que seja realizada uma avaliação detalhada com um profissional da área (professor de educação física, fisioterapeuta) para evitar lesões e orientar um correto programa de treinamento físico para re-estabelecimento de uma condição saudável.
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O Álcool na vida do bariátrico
Mais de 100 mil brasileiros fizeram cirurgia bariátrica em 2016, número 7,5% maior do que no ano anterior. Com um crescimento proporcional à epidemia de obesidade no Brasil, o procedimento costuma ser bem-sucedido na grande maioria dos casos, mas traz ao paciente uma nova realidade de vida, para a qual ele nem sempre está preparado. Um dos quadros que têm chamado a atenção dos médicos é o aumento do consumo de bebida alcoólica pelas pessoas que passaram pela cirurgia.
Cerca de 19% delas desenvolvem o chamado “transtorno de uso de álcool”, de acordo com revisão de estudos apresentada nessa quarta-feira (25) no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo, pelo médico Adriano Segal, responsável pelo Setor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Segundo ele, a questão começou a chamar a atenção dos médicos em 2012, quando começaram a ser feitos alguns trabalhos para tentar medir o alcance do problema. “Os estudos são bem variados, pelos diversos tipos de cirurgia que existem, mas seguramente podemos falar em 19%, um índice bem alto. É maior do que o risco de morrer jogando roleta-russa com uma arma com seis balas”, compara o especialista.
Cerca de 19% delas desenvolvem o chamado “transtorno de uso de álcool”, de acordo com revisão de estudos apresentada nessa quarta-feira (25) no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo, pelo médico Adriano Segal, responsável pelo Setor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Segundo ele, a questão começou a chamar a atenção dos médicos em 2012, quando começaram a ser feitos alguns trabalhos para tentar medir o alcance do problema. “Os estudos são bem variados, pelos diversos tipos de cirurgia que existem, mas seguramente podemos falar em 19%, um índice bem alto. É maior do que o risco de morrer jogando roleta-russa com uma arma com seis balas”, compara o especialista.
Entre as causas do problema, a principal é a mudança na absorção do álcool pelo organismo após a cirurgia. Com a alteração da fisiologia do aparelho digestivo, a substância passa direto para o intestino e é absorvida mais rapidamente, além de demorar mais tempo para ser eliminada. “Enfim, a cirurgia bariátrica aumenta a sensibilidade à bebida alcoólica”, diz Segal. Consequentemente, segundo o médico, aumenta o risco de dependência e dos transtornos. “Cada vez mais jovens estão se submetendo à bariátrica, o que também pode justificar essa relevante incidência do problema”.
Obesos já são mais propensos a apresentar problemas psiquiátricos do que a população em geral, lembra a médica Maria Francisca Mauro, especialista no tema. Não são raros transtornos do humor, de ansiedade e de alimentação. A recomendação é que uma equipe multidisciplinar e a família fiquem atentas a situações de desnutrição que indiquem quadros depressivos, ou qualquer outra manifestação psiquiátrica, e a transtornos que surjam após a realização do procedimento.
“A realização de um pré-operatório adequado é a estratégia mais recomendada. É você conscientizar o paciente nessa fase de que o pós-operatório vai fazer parte ‘a eternum’ da vida dele. É claro que num primeiro ano de forma mais intensa, depois de forma mais seriada, mais espaçada. Mas ele ter esse entendimento é essencial”, afirma a médica. Com um atendimento acolhedor, o paciente continua frequentando as consultas médicas. Segundo ela, a relação médico-paciente é essencial para garantir esse acompanhamento e evitar o aparecimento ou agravamento dos transtornos psiquiátricos.
Obesos já são mais propensos a apresentar problemas psiquiátricos do que a população em geral, lembra a médica Maria Francisca Mauro, especialista no tema. Não são raros transtornos do humor, de ansiedade e de alimentação. A recomendação é que uma equipe multidisciplinar e a família fiquem atentas a situações de desnutrição que indiquem quadros depressivos, ou qualquer outra manifestação psiquiátrica, e a transtornos que surjam após a realização do procedimento.
“A realização de um pré-operatório adequado é a estratégia mais recomendada. É você conscientizar o paciente nessa fase de que o pós-operatório vai fazer parte ‘a eternum’ da vida dele. É claro que num primeiro ano de forma mais intensa, depois de forma mais seriada, mais espaçada. Mas ele ter esse entendimento é essencial”, afirma a médica. Com um atendimento acolhedor, o paciente continua frequentando as consultas médicas. Segundo ela, a relação médico-paciente é essencial para garantir esse acompanhamento e evitar o aparecimento ou agravamento dos transtornos psiquiátricos.
Brasil. O país é considerado o segundo em número de cirurgias bariátricas, e as mulheres representam 76% dos pacientes. O sobrepeso é constatado quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é de 25 até 29,9. Com o IMC a partir de 30, a pessoa é considerada obesa. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado.
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